O Monte da Penha não é apenas uma marca. É um lugar de memória, de raízes e de futuro. Nas vinhas que se erguem na Serra de Portalegre, cada cepa conta uma história. São vinhas centenárias, cuidadas geração após geração, que guardam no silêncio da terra a sabedoria do tempo. Ali, a natureza e o homem falam, e desse encontro nascem vinhos que são muito mais do que bebida: são testemunhos vivos de identidade. Cada garrafa que abrimos é uma página de um livro. Um livro escrito com uvas, granito, xisto e altitude. Um livro onde o clima rigoroso dá frescura e estrutura, onde a paciência do envelhecimento dá maturidade, e onde cada detalhe reflete respeito pela terra e pelo legado. Monte da Penha é familiar, porque nos chama à mesa. É próximo, porque fala a linguagem das pessoas e das memórias. Mas é também forte, porque cada vinho guarda a intensidade da serra, a persistência de quem acredita, e a coragem de se distinguir num mundo de uniformidades. Não seguimos modas. Procuramos autenticidade. Os nossos vinhos são feitos para acompanhar conversas demoradas, encontros de família e celebrações que ficam na memória. Porque acreditamos que um vinho só é completo quando é partilhado. Monte da Penha é herança e é novidade. É respeito pelo passado e ousadia para inovar. É a voz de quem já cuidou destas vinhas e o sonho de quem ainda virá. Não vendemos garrafas. Oferecemos histórias. Não produzimos vinhos. Criamos memórias que se provam, se celebram e se guardam.

A NOSSA HISTÓRIA

Desde o início do século XX, altura em que Joaquim da Cruz Baptista planta as primeiras vinhas da “Tapada do Chaves”, que esta família está ligada à concepção de vinhos de elevada qualidade em Portalegre.

O sucesso do projecto iniciado por Joaquim da Cruz Baptista inspirou a sua única filha, Gertrudes, a continuar o seu legado e, de forma apaixonada, a levar este projecto mais além, tornando-se conhecida pela sua experiência e dedicação ao mundo do vinho.

Em 1987, o seu filho Francisco Baptista Fino, companheiro nos seus projectos vinícolas, decide plantar uma vinha de 12 hectares na sua propriedade. Esta vinha contribuiu para fazer, tanto o vinho branco como o vinho tinto do “Tapada do Chaves”.

Com a venda desta adega em finais de 1998, Francisco Baptista Fino juntamente com a sua mulher Verónica decidem, partir para um novo projecto, o “MONTE da PENHA”.

A VINHA

A herdade tem um total de 122 hectares dos quais 22 hectares são de vinha. Em 1987 foram plantados 10 hectares de uva tinta de castas Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet e Moreto e 2 hectares uva branca de castas Fernão Pires, Roupeiro, Arinto e Trincadeira das Pratas. Mais tarde em 2000 foram plantados mais 10 hectares de Aragonês, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. O vinhedo está implantado em suaves encostas com intensa exposição solar.

A altitude das vinhas varia entre os 400 e 600 metros, com solos graníticos, xistosos e argilo-calcários, de muita pedra. Para atingir o máximo de qualidade, as vinhas são continuamente seguidas por técnicos especializados; o corte de cachos e folhas, a colheita manual e a seleção de uvas ao chegar a adega são algumas das técnicas utilizadas.

A vindima começa no momento exacto da maturação da uva e é nesta altura que todos se juntam para ajudar: família, amigos e colaboradores.

ENOLOGIA

Francisco Baptista Fino tem vindo a desenvolver uma nova gama de vinhos Monte da Penha, em conjunto com a premiada enóloga Susana Esteban, reconhecida pelo seu trabalho, tanto a nível nacional como internacional. Em 2012, foi-lhe atribuído o prémio mais prestigiado que um enólogo pode receber em Portugal — o título de “Enólogo do Ano”, pela Revista de Vinhos. Ambos os enólogos partilham a paixão pela região de Portalegre e pela Serra de São Mamede.

A filosofia do Monte da Penha é mostrar, através dos seus vinhos, o terroir, a altitude, o microclima e as características únicas da região de Portalegre, que contribuem para a para a qualidade e distinção dos vinhos. Vinhos com excelente frescura, estruturados, sofisticados e que envelhecem extramente bem.

“Os vinhos são extraordinariamente alentejanos, extraordinariamente frescos e distintos no panorama actual (...)são vinhos com expressão, são vinhos com identidade, mas acima de tudosão vinhos gastronómicos de puro prazer hedonista.” -Tiago Teles

PORTALEGRE

A região vitivinícola demarcada de Portalegre é a zona mais a norte do Alentejo e a que mais se distingue das outras regiões, pela transição das planícies para as montanhas.

O mesoclima único da Serra de São Mamede, com os seus invernos chuvosos e húmidos e os seus verões de temperaturas altas, dão características singulares aos vinhos, assim como a altitude e os solos destacam esta região.